quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Quando ele foi embora

















Eu o via pela ultima vez. Já sem poder ficar de pé e com pouca respiração. O tinha magro, fraco e com pouca beleza. O vi querer dizer algo mas o som já não saía. Em toda a casa ouvia-se apenas choros dos poucos parentes que alí estavam. Em alguns momentos minha vó pedia para que eu sentasse e não ficasse alí o vendo tão moribundo, mas fiz questão de está presente nos seus últimos minutos! Pensei em como sertia a morte. Como ficaria ele depois de partir... e percebi o quanto era grandioso meu carinho por ele. Por instantes me culpei por não tê-lo aproveitado mais. Lágrimas caiam! Ao ver meu pai entrar naquele quarto, tentei não setir a dor de vê-lo sofrer. Meu pai sentou do lado dele na cama, segurou bem suas mãos magras, e lhe deu seus carinhos de filho. Já sem ar ele abria bem os olhos e nos olhava apavorado. Eu continuei alí, sem medo, sem receio, mas com tristeza. Minha vó com uma voz trêmula pediu para que meu pai fizesse-o enteder que ela o perdoava por tudo que com sua personaliade forte a fez passar,  e ao ouvir isso meu avô suspirou forte e fechou os olhos. Tristeza, dor, saudade... Não sei bem esxplicar a dor que foi perde-lo. Ouvi dali, do canto daquele quarto frio e com pouca luz, o grito angustiado do meu pai, e o choro mais intenso que já o vi chorar. Assim o vi partir! Assim o vi voar! E hoje o sinto aqui dentro me chamando de "molequinha", e bem baixinho o respondo dizendo: que saudade de você vô !

Kamila

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"Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre."

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