quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Me escute! Me entenda!

Parecia que eu estava tentando esvaziar o mar, com um copo. Tentar resolver aquela algazarra toda com palavras, era perda de tempo. Chorei. Cansada de expor pensamentos maduros para alguém que enxergava a vida de maneira tão pequena. Me  exaustei ao ponto de eu não conseguir ficar de pé. Pedi para sentarmos, mas só depois de algumas negaçoes, fui atendida. Falamos tanto que os lábios ficaram resecados e as vozes baixas de roquidão. Quando pensei estar sendo ouvida e compreendida, notei que na verdade aquele  alguém apenas cochilava enquanto eu  deixava fora da mente as palavras que  traduziam o desespero de um sentimento confuso; e foi assim que eu percebi que nem sempre conversar resolve, pois para isso precisa-se de maturidade, para saber ouvir,  falar e entender; e em alguns momentos, parece ser impossível conseguimos fazer com que o outro  nos entenda na mesma proporção que o entendemos.

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"Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre."

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