segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Tudo anda tão sem nexo. vazio. sem gosto. As coisas desandam, quando eu acho que já estão quase na linha de chegada. Eu me sinto nadar contra a maré, cansada. Tudo fica sem cor, sem brilho quando lembro dos desarranjos que a vida me fez fazer; das decisões mal tomadas; dos dias em que eu era feliz e dizia sentir falta da felicidade. Espero poder entender o quanto fui cruel em escolher coisas tão fúteis, por motivos idiotas. Tinha a faca e o queijo, mas por medo de corta-lo preferi comer o pão sem nada. Sofro sim por não ter tentado. Estou vendo o quanto minhas escolhas tem feito sofrer aqueles que emei e amo com tanta intensidade, mas já é tarde para poder corrigir, talvez agora só me resta pedir perdão por tudo. Lembro-me bem de frases que me fizeram ter esperança, e tenho me agarrado nelas para poder ficar em paz comigo, e com os outros.
“Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso é, às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como ‘estou contente outra vez’…”
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
"Mulheres são como maçãs...
... as melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs do topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados. Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar... Aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore. "
sábado, 26 de fevereiro de 2011
"É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O zig-zag do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa, da paixão
A sua vida o meu caminho, nosso amor
Você a linha e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado
A casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza"
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O zig-zag do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa, da paixão
A sua vida o meu caminho, nosso amor
Você a linha e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado
A casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza"
A linha e o linho - Gilberto Gil
Embora pareça que eu não quero, não posso, ou não devo, eu quero. Tenho necessidade hurgentes de mostrar tudo que eu sinto. É plausível minha arte de explodir nas pessoas esse meu jeito de sentir. Milhares de vezes tentei nãodizer o que eu sentia, e de todas elas poucas foram as que eu tive sucesso. Tenho urgência em demonstrar meu afeto. Sou vulnerável a tudo que trago em mim, e não tenho mais foças para fingir ser forte. Sou inconsequente nas palavras. Tenho medo de perder aqueles que colorem meus dias, e sei que corro riscos a cada segundo. Posso continuar sendo este brinquedo para meus sentimentos dilacerados, deixando que eles brinquem comigo, ou contiuar lutando para fingir ter a força que não tenho e não sair dizendo o quanto tudo é significativo diante do que sinto. Muito complexo! Mas gosto de tudo isso pois acho que ser sensivel ao toque dos meus sentimentos na minha alma, é como enxergar no escuro.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
" Eu só queria dizer que me dói quando se faz silencio e você se distancia. que esses pensamentos me agridem de uma forma que eu não sei me proteger.
Queria dizer que na vida, quase tudo não é certo, e eu me machuco a cada coisa que tento acertar e acabo errando.
Eu queria falar que eu me sinto perdida na maioria das vezes por não poder te agradar em tudo;
e por não poder estar em todos os lugares que deseja ir.
Entenda, não é tão fácil mas também não há porque ser tão difícil assim. Não buscarei uma perfeição, e estou longe de encontrá-la, mas eu posso tentar pelo meu melhor.
Eu posso sorrir se desejas. Posso beijar com o mais doce beijo quando precisar. Posso ser fogo, ser gelo, ser silêncio. Sou mutável, vivo mudando...Eu só peço que me entendas... "
Queria dizer que na vida, quase tudo não é certo, e eu me machuco a cada coisa que tento acertar e acabo errando.
Eu queria falar que eu me sinto perdida na maioria das vezes por não poder te agradar em tudo;
e por não poder estar em todos os lugares que deseja ir.
Entenda, não é tão fácil mas também não há porque ser tão difícil assim. Não buscarei uma perfeição, e estou longe de encontrá-la, mas eu posso tentar pelo meu melhor.
Eu posso sorrir se desejas. Posso beijar com o mais doce beijo quando precisar. Posso ser fogo, ser gelo, ser silêncio. Sou mutável, vivo mudando...Eu só peço que me entendas... "
sábado, 19 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Entrei no meu canto, tranquei a porta, e como se não houvesse outra opção, chorei desesperadamente o choro de quem se sentia só. Por alguns instantes me faltou o ar. Chorava tentando expulsar de mim a mágoa de ter ouvido o pior, de quem sempre considerei melhor para mim. Talvez o intrigante naquela situação de vulneração, não fosse o 'sentir só', mas a revolta de ter ouvido palavras duras de uma voz tão próxima, tão amada... Lembrava-me de palavras cruas, fortes, e chorei até que chegou o sono, e alí, no meu cantinho, junto com minhas coisas, meus lençois de noites felizes me abracei. E assim adormeci com a cara amassada no travesseiro molhado de lágrimas.
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