terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quando fui vento

Ouvi o vendo que batia na janela do meu quarto ontem a noite, e senti o desejo de poder ser o próprio.
Desejo insano de ir aonde quizesse, não importasse a hora ou a distância, menos ainda a velocidade. Apenas desejei ser vento. Para poder ir aonde eu quizesse e a quem quizesse, para tocar, envolver, fazer arrepiar... fazer com que me sentissem também.E por longos dois minutos, eu fui vento. No meus pensamentos eu cheguei exatamente onde eu queria está. Toquei, os lábios mais cobiçados pelos meus, arripiei a pele que minhas unhas sentem a carencia de arranhar, e ousei envolver na proporção que meus sentimentos pediam. Ser vento foi ser quem quiz sempre ser. Ser vento foi estar nos lugares onde meus sonhos mais costumam ir, no mesmo tempo que estava alí no meu quarto, na minha cama, na minha casa, sem sair do lugar. E depois de muito tentar voltar a mim, demorei um pouco mais que dois minutos. Porém, mesmo que eu queira (ainda), aquela sensação tonta, não consigo esquecer.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

"Se me disser que amanhã é tarde
Te falo mil razões que me invadem
Preciso de você o mundo inteiro
Agora que já sabe da um jeito
Eu vou esperar você amor
Pode ser o tempo que for
Eu tenho a eternidade aqui comigo"



deixo que as músicas falem (:

Me escute! Me entenda!

Parecia que eu estava tentando esvaziar o mar, com um copo. Tentar resolver aquela algazarra toda com palavras, era perda de tempo. Chorei. Cansada de expor pensamentos maduros para alguém que enxergava a vida de maneira tão pequena. Me  exaustei ao ponto de eu não conseguir ficar de pé. Pedi para sentarmos, mas só depois de algumas negaçoes, fui atendida. Falamos tanto que os lábios ficaram resecados e as vozes baixas de roquidão. Quando pensei estar sendo ouvida e compreendida, notei que na verdade aquele  alguém apenas cochilava enquanto eu  deixava fora da mente as palavras que  traduziam o desespero de um sentimento confuso; e foi assim que eu percebi que nem sempre conversar resolve, pois para isso precisa-se de maturidade, para saber ouvir,  falar e entender; e em alguns momentos, parece ser impossível conseguimos fazer com que o outro  nos entenda na mesma proporção que o entendemos.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Quero palavras bonitas, somadas com gestos de carinho o dia todo! Vontade de uma casa na montanha, de um café para eu tomar enquanto vejo a chuva cair; vontade dele sem preocupações,  além a de me paparicar hoje.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Tudo muda para bom

O dia ficou assim, claro, delicado, frio. Ficou assim como eu gosto!

"Nada parece tão só quando estás aqui pra me dar seu amor
Quando estás aqui pra me dar seu desejo
Meu bem você traz o mundo aos meus pés, mundo aos meus pés"

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010


Eu deitei na rede que estava presa ás arvores do meu quintal, e por um instante senti uma brisa suave. Fechei os olhos, inspirei bem forte, e quando respirei, senti como se tivesse arrancado aqueles sentimentos estranhos de dentro. Tudo sumiu!! Balancei-me alí, e cantei aquela música que me faz voltar a essencia, só para ouvir dentro; baixo; calmo. Fiquei alí até sentir que estava livre de toda tensão. Então, levantei e fui viver os mesmos problemas, mas agora com o coração limpo de toda aquela tensão.

O que fazer quando as forças já não estão tão fortes,e o amor se esconde atrás da falta de esperança ?
Como reagir diante a tantas preocupações? Como dizer sim, quando tudo nos leva a dizer não?
Já não sei mais resolver essa equação de eu . nós = y
                                                               tu

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Poderia escrever uma história nova, tentar viver coisas diferentes, com pessoas diferentes,
mas escolhir continuar escrevendo essa história que é nova, mas que já é muito aintiga.
E quando eu tirei da minha mão a decisão de estar bem, a escolha não foi tão feliz quanto eu esperava.
De repente me  vi assim, sem chão. E fui tomada pela exaustão de não me sentiir no primeiro lugar do pódio
Poderia ter feito milhões de coisas, mas não fiz nada. Definitivamente, cansei!
"Veja você, quando é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar até o fim
Sem saber que o fim já vai chegar
Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar"

Marcelo Camelo 
Conversas de Botas Batidas - Los Hermanos

sábado, 4 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

unicamente meu

Eu só queria senti de novo a sensação de ser única! A única a ser amada, ouvida, sentida, tomada nos braços... A única a ter sentido seu cheiro; A única a ter sentido seus braços fortes. Queria ser a única a saber seus apelidos de infância e seus segredos mais íntimos; A única a ter estado com ele em momentos complexos; A única a vê-lo chorar; A única cuidar de suas febres; Queria esquecer que por meses o deixei ser livre, e assim deixei também que outras pudessem sentir a sensações que eram só minhas. Quero voltar a crer que o tenho só para mim para ser bem feliz com ele.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Quando ele foi embora

















Eu o via pela ultima vez. Já sem poder ficar de pé e com pouca respiração. O tinha magro, fraco e com pouca beleza. O vi querer dizer algo mas o som já não saía. Em toda a casa ouvia-se apenas choros dos poucos parentes que alí estavam. Em alguns momentos minha vó pedia para que eu sentasse e não ficasse alí o vendo tão moribundo, mas fiz questão de está presente nos seus últimos minutos! Pensei em como sertia a morte. Como ficaria ele depois de partir... e percebi o quanto era grandioso meu carinho por ele. Por instantes me culpei por não tê-lo aproveitado mais. Lágrimas caiam! Ao ver meu pai entrar naquele quarto, tentei não setir a dor de vê-lo sofrer. Meu pai sentou do lado dele na cama, segurou bem suas mãos magras, e lhe deu seus carinhos de filho. Já sem ar ele abria bem os olhos e nos olhava apavorado. Eu continuei alí, sem medo, sem receio, mas com tristeza. Minha vó com uma voz trêmula pediu para que meu pai fizesse-o enteder que ela o perdoava por tudo que com sua personaliade forte a fez passar,  e ao ouvir isso meu avô suspirou forte e fechou os olhos. Tristeza, dor, saudade... Não sei bem esxplicar a dor que foi perde-lo. Ouvi dali, do canto daquele quarto frio e com pouca luz, o grito angustiado do meu pai, e o choro mais intenso que já o vi chorar. Assim o vi partir! Assim o vi voar! E hoje o sinto aqui dentro me chamando de "molequinha", e bem baixinho o respondo dizendo: que saudade de você vô !

Kamila

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Não fuja !



Me vi presa aquele desejo continuo de tê-lo do meu lado; Os dias pareciam não passar na auxência de seus mimos comigo. E a vida? esqueci de vivê-la. Sonhos comparados à coisas impossíveis e bizarras,
mas não deixei que isso me fizesse desistir! Fui intensa naqueles desejos, e agora mesmo depois de dedicar toda minha vida de imaginação a ele, o mesmo fugiu de mim, como se não fosse capaz de suportar a carga que trago. E eu? Continuo sonhando com ele, querendo o mesmo de antes: Ele comigo!

Kamila 10/10

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Saudade vá embora !

Saudade não vê que absorves minha vida sem pensar que preciso vive-la mesmo com a falta presente?
Talves fosse melhor ir embora... Deixe-me viver sem precisar foçar meus sorrisos; Abandona-me
e segue tua vida sem entorpecer meus pensamentos! Eu quero ser o que sou, sem precisar chorar por está  sentindo-te.

Kamila

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sentimento Estranho

Era noite. Entrei no quarto, tranquei bem a porta. Com os olhos já cheio de lágrimas
de saudade, deitei na cama e abracei o travesseiro como se nele eu pudesse despojar
todo aquele sentimento que me deixava tão vuneravel, e chorei. Chorei, e quando retomei
o fôlego daquele choro já era dia escuro.

Kamila

Desejada

Com olhos insanos fui olhada, e sem nem um toque senti ser tiradas minhas vestes.
Dalí em diante não conseguir esquecer o poder daquele olhar.

Kamila

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A falta que faz


Queria ter como poder gritar para os quatro cantos do mundo, o quanto sinto a falta dele quando não o tenho me abraçando nas minhas noites frias.

Kamila

Me larga!

Maldita gravidade que me prende, quando o que eu quero mesmo é voar.

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"Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre."

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