domingo, 1 de julho de 2012

Toranja - carta


Aquela vontade de abraçar e não soltar nunca mais essa música.

Amigos

É bom ter com quem contar quando o nó aperta.

...

Eu queria fazer com que meu desejo entendesse que eu não preciso disso, mas a minha carne grita por carinho e eu sou vulnerável demais para dizer: Não!

Tudo por ele.

Creio que só os íntimos tem conhecimeno do que pretendo falar aqui, mas agora depois de tanto me encherem o saco perguntando como foi que aconteceu, ou como eu me senti, resolvi falar. Quando engravidei do meu meu filho parecia que o mundo tinha caído. Como já devem saber não o planejei. NÃO MESMO! rs Com exatos oito dias de uma briga orrivel que quase levou ao fim do mu relacionamento com o pai d...ele, descobri que estava grávida. Assim que li aquele: "reagente" senti nada. Isso mesmo, nada. Não falava, não chorava, não tive reação nenhuma. Na verdade só pensei em uma pessoa: meu pai. Credo... perdi a conta de quantas vezes naqueles segundos me perguntei: "como tu vai contar pro teu pai Kamila?" Não me preocupava com as pessoa, ou comigo, só com ele. Precisei ser forte para olhar nos olhos dele enquanto eu o ouvia dizer: "Agora seu planos todos foram jogados fora." Minha vida parecia ter parado. Precisei ser a forte da situação, já que meu ex ficou pior que eu, mas ergui a cabeça e fui! Ouvi muitas pessoas que jamais pensaria que pudesse me dizer isso me pedindo para abortar, mas na verdade que culpa tinha Miguel disso? Quem foi irresponsavel, foi ele? Que culpa teria aquela vida? Em meio a tantos me dizendo o contrário, fui forte. Me agarrei no único que realmente poderia me sustentar naqueles dias, meu Deus é claro, e não tirei meu filho. Foram meses muito complexos, não nego, mas acada mexida, cada vez que olhava no espelho e via minha barriga maior, me dava uma alegria... nossaaaa...! Não é só por ser a mãe, mas hoje com muita firmeza eu afirmo que niguém no mundo ama Miguel como eu, nem o pai, nem os avós, nem os tios de verdade nem os adotivos... ninguém. Sabe gente, eu abri mão da minha vida toda por ele. E sabemos todos que eu poderia apenas não optar por isso, mas dormir agarradinha com Miguel todos os dias, ou vê-lo me acordar arranhando meu rosto, não tem ...preço. É osso não poder ter a liberdade de antes. Muito chato saber que ta todo mundo juntinho em algum reencontro da minha turma, e eu sem poder ir porque derrepente Miguel adoeceu, ou ta chovendo demais... mas ser mãe tem disso mesmo. E eu lutei com o mundo, não só o exterior mas o meu mundo interior também, para ter ele comigo hoje. E como eu já briguei com pessoas por ele também... rs (os íntimos sabem!) Mas quando agimos sem pensar, não podemos jogar a culpa em quem não teve. Não tenho vergonha de dizer que sou mãe solteira, que nunca casei com o pai do meu filho, menos ainda de dizer que não trabalho para não deixar que meu filho tenha os primeiros meses sem mim. Sou importante na vida dele muito mais que qualquer outro, e tenho conciência disso. Hoje eu sou melhor por ele, e assim como disse em oração quando descobri que estava grávida, eu repito: "Que em nenhum momento Senhor, me deixe passar para Miguel algo que não seja amor." Algumas horas eu perco a cabeça, mas logo lembro disso e olhando para meu filho eu peço desculpas. Na minha vida hoje parece que os planos dobraram, meu sonhos parecem se multiplicarem com o passar dos dias, mas o motivo maior disso chama-se: Miguel Silva Araújo. É por ele que eu quero um bom emprego, quero cursar logo a faculdade, quero ser uma mulher melhor, uma filha melhor, uma amiga melhor, e uma mãe melhor. Par que um dia ele me olhe e diga: "MÃE EU TENHO ORGULHO DE VOCÊ!" Sempre fui contra o aborto e quem tiver achando ruim que venha discutir comigo aqui em casa, rs e hoje depois de olhar para trás e ver toda a bronca que passei para ser recompensada com o sorriso do meu filho todos os dias, eu digo em alto e bom tom, que alguém capaz de fazer mal ou não permitir que um bebê venha ao mundo por vaidade, ou por medo não pode ser chamado de humano.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Marisa Monte - Infinito Paricular

Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante

Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
não se perca ao entrar
No meu infinito particular

domingo, 13 de maio de 2012

Quem sou eu

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"Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre."

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