segunda-feira, 5 de março de 2012

Vontades de Deus

No íntimo só duas pessoas sabiam exatamente o que eu sentia: Deus e minha própia pessoa. Foram dias e noite de uma dor árdua, que chegava a corromper sorrisos, destruir sonhos... Foram dias de guerra íntima, onde travesseiros pareciam ter braços para aceitar os meus abraços. Lutei contra o que senti, contra minhas vontades, e só para ter coragem de dar o grande passo. Passo esse que me faria deixar para trás planos, sonhos, lembranças, dedicação, anos... Por muitos dias depois do meu ato de coragem (sim coragem. Não conseguiria dizer que foi outra coisa, desitir foi corajoso de minha parte.) me flagrei tentando entender onde havia sido o começo daquele fim, e por mais que procurasse um motivo culpado, não consegui encontrar. Depois de tanto pensar e sofrer(denovo), pelo fato de me sentir a culpada, entendi que abrir mão fazia plano de Deus para mim. Foram dias de luta, mas o meu sofrimento vinha exclusivamente, da minha não aceitação. Entender a vontade de Deus para nós, é tenso demais. Simples! Muitas vezes a vontade dele não é a minha. Crendo nisso, afirmo que a Dele por mais que doa e que venhar ferir minha alma, é a que prevalece, é a que vale a pena. Por isso doeu tanto entender o porque das coisas não sairem à meu modo, à minha maneira. Deus na sua complexibilidade sabia que continuar tentando não me levaria a ser mais feliz. Não me faria melhor. Mas foi sofrido demais chegar a entender isso. Demais! Hoje posso dizer que valeu ter deixado cair as lagrimas que deixei; valeu ter travesseiros como ouvintes de braços imaginários, nas madrugadas sofridas; valeu ter deixado Deus cuidar de tudo junto comigo. Porque hoje experimentei denovo a liberdade. O ser como passáro, nas mão do Senhor que me deixou sofrer, para que eu pudesse entender que é preciso parar. É preciso se retirar de si, para enxergar longe.

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