quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Entrei no meu canto, tranquei a porta, e como se não houvesse outra opção, chorei desesperadamente o choro de quem se sentia só. Por alguns instantes me faltou o ar. Chorava tentando expulsar de mim a mágoa de ter ouvido o pior, de quem sempre considerei melhor para mim. Talvez o intrigante naquela situação de vulneração, não fosse o 'sentir só', mas a revolta de ter ouvido palavras duras de uma voz tão próxima, tão amada... Lembrava-me de palavras cruas, fortes, e chorei até que chegou o sono, e alí, no meu cantinho, junto com minhas coisas, meus lençois de noites felizes me abracei. E assim adormeci com a cara amassada no travesseiro molhado de lágrimas.

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"Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre."

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